MP eleitoral pede impugnação da candidatura de Ricardo Salles ao Senado por SP
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) Câmara dos Deputados O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE...
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) Câmara dos Deputados O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a impugnação do pedido de registro da candidatura do deputado federal Ricardo Salles (Novo) ao Senado nas eleições de 2026. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, o pedido não está relacionado a uma condenação ou inelegibilidade já reconhecida, mas à ausência de documentos que, na avaliação do órgão, são necessários para analisar se o candidato preenche as condições de elegibilidade exigidas pela legislação. Na ação apresentada ao TRE-SP, o Ministério Público afirma que Salles não anexou certidões referentes a todos os processos listados em uma certidão da Justiça Estadual de segundo grau, como exige a legislação eleitoral. De acordo com o órgão, o candidato apresentou apenas uma certidão de movimentação processual de uma ação civil pública, documento que, segundo a Procuradoria, não permite verificar o conteúdo das decisões judiciais proferidas no caso. Ex-ministro Ricardo Salles é acusado de exportação ilegal de madeira na Amazônia A Procuradoria, então, pediu que o TRE-SP receba a ação, notifique Ricardo Salles para apresentar defesa e, ao final, indefira o pedido de registro da candidatura caso a situação não seja regularizada. O órgão também solicitou nova vista do processo antes do julgamento para analisar eventual apresentação da documentação pendente. Ao g1, o deputado afirmou que o pedido do MPE não tem relação com uma condenação ou inelegibilidade, mas com a necessidade de esclarecer a situação de uma ação civil pública ligada à motociata realizada com o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Segundo Salles, a certidão apresentada ao TRE-SP informa apenas a movimentação do processo entre a Justiça Estadual e a Federal, sem detalhar seu andamento. O parlamentar disse que o documento foi emitido pelo cartório e afirmou que uma certidão mais completa será anexada ao processo nesta terça-feira (4), com informações sobre o status da ação. "O Ministério Público Federal entendeu que precisava esclarecer qual é o status da ação e, portanto, vai ser juntada a certidão com o status detalhado da ação. Mas quem emitiu a certidão incompleta, ou pelo menos dizendo apenas que saiu da Federal para a Estadual, da Estadual para a Federal, foi o cartório. Não somos nós", disse. Em nota, a defesa de Salles informou que apresentou novas certidões, disse que "o erro foi do cartório ao emitir uma certidão parcialmente omissa" e apontou que a questão já foi resolvida. "A defesa de Ricardo Salles apresentou nesta terça-feira novas certidões que esclarecem a dúvida levantada pelo Ministério Público Eleitoral sobre um dos processos citados em sua manifestação. Os documentos mostram que o processo saiu da Justiça Federal e passou a tramitar na Justiça Estadual. A partir dessa mudança, todo o andamento ocorreu na esfera estadual, informação que não aparecia de forma expressa nas certidões já apresentadas. As novas certidões também confirmam que o processo continua em fase de instrução e, por isso, não representa qualquer impedimento ao registro da candidatura. Com a documentação complementar, a defesa considera esclarecido o único ponto levantado pelo Ministério Público Eleitoral sobre esse processo", diz o texto. Candidatura ao Senado Ricardo Salles foi oficializado como candidato ao Senado pelo Partido Novo durante convenção estadual realizada em julho. Na mesma ocasião, a legenda confirmou apoio à candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e homologou as chapas para deputado federal e estadual. Ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro, Salles atualmente exerce mandato de deputado federal por São Paulo. Em pesquisa Datafolha divulgada em 6 de julho, ele apareceu com 13% das intenções de voto para o Senado, em terceiro lugar e tecnicamente empatado com Simone Tebet (16%), enquanto Marina Silva liderava com 18%.